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Governo adverte os bispos May 30, 2004

Posted by igualdadenocasamento in Portugal.
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Por Carlos Gomes

O Governo de José Luis Zapatero respondeu com firmeza à Conferência Episcopal espanhola e às suas diatribes contra a reforma de leis sobre reprodução assistida, o aborto e a legislação sobre uniões de facto e casamentos de homossexuais.

A vice-presidente e porta-voz do Governo, Maria Teresa Fernandez de la Vega, advertiu a Igreja Católica de que “não pode querer impor as suas normas à sociedade. O Estado espanhol não é confessional, e tem normas e valores morais consagrados na Constituição”, disse a governante à Imprensa, no final do Conselho de Ministros a que presidiu anteontem, devido à ausência do primeiro-ministro, em viagem oficial ao México.

Na quinta-feira passada, a Conferência Episcopal censurou com dureza o Governo socialista espanhol, depois de os ministros da Justiça e da Saúde terem anunciado reformas em matérias sobre as quais a hierarquia da Igreja Católica mantém a defesa de critérios radicalmente opostos.

Ainda no âmbito da resposta às críticas dos bispos, a ministra da Saúde, Elena Salgado, sublinhou que a despenalização do aborto e a supressão de impedimentos à fecundação in vitro, assim como à utilização controlada de embriões (excedentes dos processos de reprodução assistida) na investigação biomédica “respondem à lógica dos tempos e a necessidades que os cidadãos aceitam com naturalidade”. Por isso, disse a ministra, o documento dos bispos “vai contra os desejos da sociedade”.

Juan António Martinez Camino, porta-voz da Conferência Episcopal, anunciou, na quinta-feira passada, que a Igreja Católica apoiará mobilizações contra os projectos legislativos do Governo. Segundo o jornal “El País”, o bispo referiu-se a essas reformas com expressões como “eliminação de seres humanos” ou “ilegitimidade do Estado”. Maria Teresa Fernandez de la Vega expressou o desejo de que as relações Governo-Igreja tenham por base “o diálogo, a concórdia, o debate e, se for caso disso, o desacordo”, e afirmou não ser “razoável que assentem em mobilizações. Temos que ter regras gerais claras”.

Publicado no Jornal de Notícias.

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1. Anonymous - June 24, 2007

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