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Igreja Católica desmente ter convocado protesto October 26, 2004

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Por Carlos Gomes

» Espanha Imprensa divulga projecto da diocese de Madrid para realizar manifestação contra o Governo Bispos são contra as reformas legislativas

Adiocese de Alcalá de Henares (Madrid) publicou, ontem, no seu portal da Internet uma nota em que afirma não ter convocado qualquer manifestação contra o Governo socialista espanhol. No entanto, a edição on-line do jornal “El Mundo” mantém (e comprova com a reprodução do documento) que Juan Carlos Burgos, secretário da Delegação Diocesana do Ensino, enviou uma carta aos seus professores de religião, na qual anunciava literalmente que, “no mês de Dezembro, terá lugar uma grande manifestação em Madrid, convocada por todas as dioceses”.

O mesmo documento adianta que a manifestação tem a ver com três temas – Família, Vida e Educação – “sobre os quais o Governo está legislando de forma tão “pouco dialogante”.

Segundo o “El Mundo”, Juan Carlos Burgos declarou que a tarefa de a Igreja Católica de Espanha analisar o êxito, ou não, de manifestações de rua contra as reformas sociais do Governo foi entregue a todos os responsáveis diocesanos do Ensino, numa reunião convocada no passado dia 7 para a sede da Conferência Episcopal.

Perante a situação criada pela publicação da carta nos órgãos de Comunicação Social, a diocese de Alcalá viu-se obrigada a afirmar, através da Internet, que não tinha convocado qualquer manifestção.

Recorda-se que, desde que o Governo socialista de José Luís Rodriguez Zapatero chegou ao poder, fez aprovar a reforma da lei do divórcio, o anteprojecto de lei que codifica o casamento entre homossexuais e alterou o papel que o anterior Governo conservador de José Maria Aznar tinha dado à religião nas escolas públicas. Em Setembro, uma semana antes de o actual Governo ter ratificado o anteprojecto de lei sobre o casamento entre homossexuais, um alto responsável da Igreja Católica espanhola admitiu um protesto público.

De salientar ainda que a ministra socialista da Educação, Maria Jesus San Segundo, garantiu que o actual tratamento do ensino da religião nas escolas já é “aceitável”, porque respeita as leis vigentes e os acordos entre o Estado e o Vaticano.

Publicado no Jornal de Notícias.

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