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Bispos declaram guerra às reformas de Zapatero November 7, 2004

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ESPANHA

Os bispos espanhóis iniciam hoje uma campanha publicitária e de mobilização social contra algumas das reformas sociais introduzidas pelo governo socialista de José Luís Rodriguez Zapatero. Os panfletos vão começar a ser distribuídos à porta das igrejas, mas os bispos negam que esta ofensiva seja uma «acção política», preferindo situá-la no âmbito da «acção pastoral».

Tal com está desenhada, a campanha reúne todas as características para ser considerada quase como «uma declaração de guerra» ao governo, já que aborda temas como os casamentos gays, o divórcio, o aborto e a supressão das aulas de religião nas escolas. Tudo medidas sobre as quais os espanhóis já se mostraram a favor. Segundo as sondagens, mais de 60% concordam com as reformas de Zapatero, o que terá preocupado a Igreja.

Os bispos argumentam que é necessário que os católicos tenham uma opinião clara sobre o que pensa a Igreja a propósito das iniciativas dos socialistas e, para isso, querem entrar em debate. E, se for caso disso, «levá-lo à rua para mobilizar as consciências», explicou o porta-voz da Conferências Episcopal, Juan António Martinez.

Os bispos rejeitam a ideia de que esta mobilização tem também como objectivo levar grupos ultra-conservadores a organizar manifestações de rua.

O certo é que a campanha surge numa altura em que o porta-voz da Conferência Episcopal reconhece que os bispos não estão satisfeitos com o actual modelo de financiamento da Igreja católica pelo Estado – através de uma subvenção directa e da atribuição do 0,52% do IRS quando os contribuintes assim o expressarem nas suas declarações. O governo, por seu lado, ainda não reagiu. Até agora, Zapatero tem procurado amenizar este confronto público entre sociedade e igreja, ambas reivindicam direitos, obrigações e espaços próprios para cada uma. Contudo, o presidente do Executivo admite um crescente laicismo da sociedade espanhola.

A primeira fase da campanha começa hoje com a distribuição de 7,5 milhões de folhetos, cujo custo se estima que tenha rondado os 80 000 euros, e com as homílias pastorais viradas para temas específicos. A eutanásia vai ser abordada. É que, apesar de o Governo nunca ter incluído a sua legalização nos programas, as sondagens indicam que em cada grupo de dez médicos, seis defendem o direito a morrer.

Publicado no Diário de Notícias.

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Casamento entre homossexuais banido em nove estados November 3, 2004

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EUA Eleições

O casamento entre homossexuais foi banido em nove dos 11 estados que ontem votaram alterações às respectivas constituições estaduais no sentido de consagrar o casamento como um relacionamento entre um homem e uma mulher.

O Oregon é agora a última esperança dos activistas dos direitos dos homossexuais, que se empenharam fortemente neste estado. Às 06.15, apenas estava por apurar o resultado da votação no Oregon e no Dakota do Norte.

O veto ao casamento entre homossexuais foi aprovado facilmente no Arkansas, Georgia, Kentucky, Michigan, Mississippi, Montana, Oklahoma, Ohio e Utah.

Publicado no Diário de Notícias.

Luz verde de Madrid a Casamentos Gay November 1, 2004

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Espanha: na senda da Holanda e da Bélgica

O projecto de lei, que agora será votado no Parlamento, tornará a Espanha no terceiro país da União Europeia (UE) a autorizar os casamentos ‘gay’. Os outros dois são a Holanda e a Bélgica.

A Conferência Episcopal espanhola emitiu um comunicado contundente no qual considera “errado e injusto” equiparar coisas incomparáveis. “Um casal, ao conceber e educar os seus filhos, contribui de forma insubstituível para o crescimento e estabilidade da sociedade”, afirmam os bispos, considerando que um casal homossexual “nunca poderá ter estas características”. Os líderes católicos espanhóis sublinham ainda que “o casamento é essencialmente uma instituição heterossexual”.

EM DEFESA DA ADOPÇÃO

Em resposta às críticas, a vice-primeira-ministra Maria Teresa Fernandez da la Vega frisou que milhares de crianças vivem já com pais homossexuais e que numerosos estudos defendem a inexistência de diferenças entre essas crianças e as educadas por pais heterossexuais. “O bem-estar das crianças está primeiro, independentemente da orientação sexual dos pais”, afirmou ainda a ministra.

Recorde-se que o governo de José Luís Rodríguez Zapatero adoptou já inúmeros diplomas liberais que “desafiam” o tradicional poder da Igreja espanhola. Para além de terem facilitado a obtenção do divórcio e de permitirem a investigação com embriões, têm um projecto visando acabar com os benefícios fiscais e apoios económicos às instituições religiosas.

Publicado no Correio da Manhã.