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Enquadramento legal que proíbe é ridículo April 24, 2005

Posted by igualdadenocasamento in Portugal.
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Por Carla Marina Mendes

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João Paulo Costa, presidente da concelhia da JSD de Leiria, estrutura que no próximo dia 30 promove um debate sobre casamentos entre homossexuais, defende o reconhecimento legal dessas uniões, já autorizadas em três países europeus.

Correio da Manhã – O que levou a JSD de Leiria a promover um debate sobre o casamento entre homossexuais?

João Paulo Costa – Nós entendemos que é importante focar determinadas temáticas e o debate é uma boa forma de as abordar.

– Porquê debater a questão agora?

– Este tema tem sido levantado pela classe política. Alguns partidos usaram-no até como bandeira na última campanha eleitoral, mas não foi promovido um debate sério. Ouviu-se falar, mas não se chegou a qualquer solução.

– Este não é um tema da Esquerda?

– A JSD não considera que existam bandeiras de Direita ou Esquerda. Há questões a resolver, não restritas a partidos ou cores políticas. São problemas prioritários.

– Há muitos militantes da causa homossexual na JSD de Leiria?

– Há pessoas, incluindo eu, preocupadas com a resolução deste problema, que tem sido desprezado, apesar de afectar uma população significativa.

– Qual é a sua opinião?

– O enquadramento legal que impede que um cidadão possa casar com outro do mesmo sexo é ridí-culo.

– É, portanto, a favor do casamento entre homossexuais?

– Que no país onde se dá o casamento as pessoas sejam consideradas casadas e aqui sejam solteiras é ridículo. Irei para o debate convencido de que devíamos facilitar a vida dos que desejem casar com pessoas do mesmo sexo.

– Acredita que os leirienses e o PSD vão reagir bem ao debate?

– Penso que a cidade estará aberta a debater o tema e temos todas as condições para dar um impacto nacional a este debate. O que não estou certo é se a totalidade do meu partido irá encarar naturalmente a sua realização.

‘LARANJINHA’ DE CORAÇÃO

Os amigos dizem que ele é o social-democrata mais à esquerda que conhecem, mas o coração de João Paulo Costa, de 24 anos, a frequentar o 2.º ano de Direito na Lusíada, não balança entre o laranja e cores avermelhadas. Que o PSD não partilhe das suas opiniões não o preocupa muito: “Apresentei uma moção no último congresso e saí de lá com 14 votos. Não faz mal. Disse o que pensava. Isso é que conta.”

Publicado no Correio da Manhã.

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