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Gays defendem western December 7, 2005

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“Brokeback Mountain”

Por Marlene Neto

É o primeiro ‘western gay’ da história do cinema. Fez furor na última edição do Festival de Veneza, em Setembro passado, quando arrebatou o Leão de Ouro para melhor filme, concorrendo com o aclamado “Good night and good luck”, de George Clooney. Chama-se “Brokeback mountain”, é o mais recente filme de Ang Lee – estreia na próxima semana nos EUA; no próximo ano em Portugal -, e é ansiosamente aguardado pela comunidade homossexual.

Se, para o realizador, o filme é “uma grande história de amor, épica e universal”, para a comunidade gay norte-americana o filme poderá constituir-se um forte aliado na luta pela conquista de direitos civis. A revista ‘365Gay’ sustenta que “‘Brokeback mountain’ fará seguramente mais pelo avanço na luta pelo matrimónio entre homossexuais do que todos os protestos que se têm feito até agora”. Ainda segundo a mesma revista, a mais-valia do filme reside no facto de “Brokeback mountain” ser uma “história de amor com a qual toda gente se pode identificar”.

Protagonizado por Heath Ledger (“Dez coisas que odeio em ti”) e Jake Gyllenhaal (“O dia depois de amanhã”), o filme ameaça desconstruir a imagem tradicional do ‘cowboy’ norte-americano, imortalizada em filmes como “O bom, o mau e o vilão”, de Sergio Leone ou “Rio grande”, de John Ford.

“Brokeback mountain” narra a história de amor entre dois vaqueiros, Ennis del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal) que se conhecem em 1963, quando ambos são contratados para tomar conta de um rebanho de ovelhas durante o Verão na montanha Brokeback. A camaradagem transforma-se em amor, mas o final de Verão põe termo a uma tórrida relação de que só a montanha Brokeback teve conhecimento. Posteriormente casam-se e têm filhos, mas os sentimentos acabam por traí-los quando se reencontram, anos mais tarde, e retomam a relação proibida.

Ao realizar “Brokeback mountain”, o oscarizado Ang Lee (“O Tigre e o Dragão”) admitiu que a única preocupação “era fazer um bom filme, não me importava se as carreiras dos actores caíssem em desgraça depois disto”. O realizador preparou o duo de protagonistas separadamente, e foi-lhes dando instruções sobre o desenvolvimento de cada personagem.

Uma das sequências mais ousadas do filme, na qual as personagens têm relações sexuais, foi para Ang Lee um momento genuíno “Quando uma pessoa assiste, quase sente vergonha por eles. Ambos foram muito corajosos”. Já para Heath Ledger, a única maneira que encontrou para evitar sair lesado daquela situação constrangedora foi manter-se muito concentrado na sua personagem. O actor australiano admitiu que “se por um segundo que fosse tivesse parado e dado conta de que era o Heath que estava a beijar o Jake, então ter-me-ia assustado e não teria conseguido fazer o meu papel convenientemente”.

“Brokeback mountain” é já considerado por muitos o melhor filme de Ang Lee, provando que há mercado para variantes da velha máxima do ‘boy meets girl’.

Jornal de Notícias

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